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Resenha: O Príncipe – Nicolau Maquiavel

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     Ciências Sociais/ Ciências Políticas/ 168 páginas/Penguin Companhia

 

“É melhor ser temido do que ser amado.” Uma das famosas frases de Nicolau Maquiavel, fundador do pensamento e da ciência política moderna, que compartilha sua experiência na turbulenta república de Florença. Ele dar de presente para um príncipe todos os seus ensinamentos.

E que presente melhor do que o conhecimento de alguém! Ainda mais se esse conhecimento for útil. Durante a leitura de O Príncipe, descobrimos como eram os governantes naquela época e todo o seu autoritarismo político. Para ser um bom governante, são necessários alguns ensinamentos práticos, como por exemplo, ser amigo do povo. Mas espera, você talvez diga, isso não se aplica aos dias de hoje, afinal, vivemos em uma democracia, não é mesmo?

No entanto, não é durante o período de eleições que encontramos as autoridades políticas mais… “bem dadas” com o povo? Não seria essa um tática já descrita por Maquiavel para um jovem príncipe de como ser um bom governante, ter o povo ao seu favor?

Não só isso, os militares também, haja vista, eles são a força de um governo. Durante o livro, Maquiavel faz comparações entre governos e governantes, os que foram bem sucedidos e os que não foram. Acaba por ensinar como um príncipe/governante deve exercer seu poder, muitas vezes por medo, tirania e até repressão. Tudo não passa de aparência, mas você precisa saber jogar o jogo… 

São várias ‘dicas’ de como portasse diante do poder e algumas, devo admitir, dependendo do leitor, pode aplicá-las na sua vida de forma prática. Tentando extrair dessa forma, um ponto positivo de aprendizado do livro. Por trabalhar na área política, conseguiu observar de perto o comportamento de grandes homens de sua época e o que eles faziam ou deixavam de fazer em seus principados. O livro é composto por 26 capítulos que apresentam os tipos de principados existentes e suas mais diversas características.

E se você está se perguntando o porquê de Nicolau Maquiavel escrever de forma tão clara e aberta sobre um assunto muitas vezes ignorado e evitado por alguns, precisa conhecer melhor quem ele foi. Além de historiador, poeta, diplomata foi músico italiano do Renascimento. Ganhou o adjetivo Maquiavélico, criado a partir do seu nome, por conta das fortes críticas e opiniões muitas vezes contraditórias.

“E como Dante diz que não se faz ciência sem registrar o que se aprende, eu tenho anotado tudo nas conversas que me parece essencial, e compus um pequeno livro chamado “De Principatus”, onde investigo profundamente o quanto posso cogitar desse assunto, debatendo o que é um principado, que tipos de principado existem, como são conquistados, mantidos, e como se perdem…”

2 comentários em “Resenha: O Príncipe – Nicolau Maquiavel

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