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{Resenha} Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

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   Ficção Científica/215 páginas/ Editora: Biblioteca Azul

“- Que progresso estamos fazendo. Na Idade Média, teriam queimado a mim; hoje em dia, eles se contentam em queimar meus livros.” – Freud em 1933, quando os nazistas queimaram em praça pública livros de escritores e intelectuais.

Meu primeiro contato com o escritor Ray Bradbury não poderia ter sido melhor! Para quem é fã do gênero ficção científica, deve com certeza incluir Fahrenheit 451 a sua lista. Apesar de ter poucas páginas, a história narrada sobre um futuro não muito distante do nosso, nos leva a longas reflexões.

O protagonista é um bombeiro chamado Guy Montag, mas se você está pensando que Guy é um daqueles heróis nacionais, que combate incêndios e salva vidas… lamento informar mas você está equivocadamente enganado! Por quê?

Ora essa, porque no mundo de Montag, os bombeiros são usados para causar incêndios e não para apagá-los! Isso mesmo, eles não são os mocinhos, mas sim, uma espécie de vilões. Isso porque a própria sociedade adquiriu uma certa aversão aos livros, acham que o conhecimento contido neles não passam de pensamentos filosóficos sem sentidos e teorias desconexas, as pessoas preferem apenas viver as suas vidas simples e se divertirem, é claro.

Pensando nessa situação, me perguntei como isso seria possível, viver sem livros e seu conhecimento? Simples, quando se vive alienado de tudo, não existe cobrança, nem contentamento, nem trabalho. As pessoas da sociedade de Montag preocupavam-se apenas com o seu bem estar. Isso porque quando alguém que rouba, é desonesto ou simplesmente mente para o cônjuge e até para o governo, LER que essas práticas são erradas, mesmo que momentaneamente, se sente culpado e a culpa leva a uma reflexão e na maioria das vezes, refletir leva a uma ação.

Dessa forma, os bombeiros são usados para impedir que as pessoas tenham acesso aos livros e comecem a pensar, sentir e agir por conta própria. E quando Guy é exposto a essa esquecida realidade por uma adolescente chamada Clarisse, começa a sair da sua zona de conforto e confronta seu eu-interior para que possa achar uma resposta para perguntas simples como por exemplo: Por que as pessoas não conversam mais? Por que assistir televisão é mais convidativo do que bater um papo com um amigo?

“- As pessoas não conversam sobre nada. O que mais falam é de marcas de carros ou roupas ou piscinas e dizem: “Que legal!” Mas todos dizem a mesma coisa e ninguém diz nada diferente.”

Essa é Clarisse, eu bem que gostaria de ter mais a participação dela no enredo, mas no final da história, percebi que ela tinha cumprido com o seu papel. Ela foi necessária para contribuir com o curiosidade do nosso bombeiro. Por que nós esquecemos de fazer perguntas? Isso não é só coisa de criança, mas de gente adulta também! Não se pode aceitar tudo que nos transmitem, não somos obrigados a aceitar propaganda, mas como a maioria de nós fica entorpecido com o grande telão, não se faz muita coisa.

Bradbury  “joga na cara” muitas verdades. Apesar de ser um livro escrito em 1953, me senti na atmosfera de Fahrenheit 451. Fiquei com medo, pois não vai demorar muito tempo para chegarmos a condições tão extremas como as descritas na história. Mas uma coisa, entre as inúmeras lições que esse livro me deixou foi: o livro pode ser tirado de nossas mãos, mas nunca o conhecimento que ele nos passou. Somos livro-vivos. Somos Shakespeare, somos Aristóteles, somos Moisés, somos Eclesiastes…  porque lemos e absorvemos aquilo que lemos.

Caso os livros sejam proibidos algum dia, não se preocupem, eles continuarão sempre vivos, em nossas memórias e ações. Esse é o nosso legado, o que deixamos no mundo, conhecimento, porque no final, tudo se transforma em pó. A menos é claro, para quem tem a esperança encontrada no melhor livro que podemos ler: a bíblia.

Obrigada senhor Bradbury por dar créditos ao melhor livro que a humanidade já pôde ter adquirido, espero poder conhecê-lo num futuro próximo, quem sabe.

 

3 comentários em “{Resenha} Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

  1. Realmente Pri se não lermos ficaremos sem Conhecimento e totalmente vulneráveis a sermos moldados pelas opiniões mais absurdas de pessoas egoístas que em sua maioria são desprovidos de bom caráter e princípios corretos.Mas,a pergunta que não quer calar:Quantos de nós estamos dispostos a buscar este conhecimento,especialmente o encontrado na Bíblia,por dedicar tempo significativo à leitura?

  2. Muito obrigada pela resenha. É muito boa. Eu amo os livros de Ray Bradbury e definitivamene um dos meus favoritos é Fahrenheit 451. Sua historia é das mais interessantes! Faz pouco vi que um filme deste livro será lançado. Eu gosto muito das adaptações dos livros em filme de ficção. É excelente que não deixem a historia no livro e a adaptem ao filme. Esta é uma das melhores histórias que são muito adequadas para ver agora pela mensagem que têm. Acho que é uma historia que vale a pena ver. Espero que seja umas das melhores adaptações para ver, a historia é interessante e parece levar um bom ritmo. Eu recomendo.

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