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Resenha: Extraordinário / 365 dias extraordinários

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Extraordinário – R.J Palácio

Extraordinario

Decidi começar com uma das frases mais conhecidas de quem já leu a história do pequeno Auggie Pullman (August), que nasceu com um síndrome genética que por conta das sequelas, nunca tinha frequentado a escola. No entanto, tudo isso está prestes a mudar quando ele começar o quinto ano em uma escola de verdade. Mas apesar do constrangimento que o tímido Auggie sente toda vez que as pessoas passam por ele com uma cara de espanto, ele aceita ser o aluno novo de uma nova escola. E todo mundo sabe que é na escola onde aprendemos a expandir os nossos laços sociais e aprendemos importantes lições, não só de conhecimento prático, mas de vida.

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Conto: Quanto vale?

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Maria era uma moça que desde pequena trabalhara para ajudar nas despesas da família, começou em uma pequena empresa de sacos plásticos e embora a natureza simples do local, ela trabalhava com esmero e diligência. Mesmo sendo exigente sob o serviço designado, todos naquele local a respeitavam e a tratavam dignamente. Mas quando tudo ia bem, a empresa faliu e Maria teve de procurar um outro emprego. Visto que era muito competente, responsável e confiável, qualidades essas procuradas por qualquer empregador, Maria logo conseguiu um novo emprego. Nesse ela começou como auxiliar de gerente e após esforço e estudo, conseguiu subir hierarquicamente no seu posto, ao ponto de se tornar gerente geral. E mesmo com todas as noites mal dormidas, os filhos sem ver a mãe, o marido sem o aconchego da esposa, Maria era quem fornecia todo o bem material que necessitavam.

Os filhos reclamavam porque não tinham a atenção da mãe, mas ela sempre prometia que deixaria de trabalhar e compensaria passando o resto da vida ao lado deles. E assim conseguia distrair as crianças de sua ausência. E quando à noite, eles conversavam com a mãe, não conseguiam estabelecer um diálogo propriamente dito, mas sim um monólogo, já que Maria não tinha forças contra o sono por conta do cansaço extremo e da estafa. Trabalhava implacavelmente toda uma semana comercial e mesmo em face de humilhações e desapontamentos, sendo chamada pelos piores nomes possíveis, Maria continuava no “sim senhor, pois não senhor” da sua rotina escravista, que caso a princesa Isabel soubesse desse breve depoimento, talvez estivesse se retorcendo em seu túmulo, ao descobrir que em pleno século XXI existem trabalhos escravos.

Mas o que fazer se apenas Maria poderia dar todo o conforto e sustento que sua família possuía, visto que desde mais nova trabalhava para os outros e nunca para seu próprio proveito. Maria era feliz só em ver os filhos felizes, mas se perguntassem a ela qual o seu maior desejo, ela diria súbita e calmamente: a morte. Isso é fácil de entender, pois na vez que sofreu uma tragédia ao ser posta como refém por criminosos cruéis em busca de dinheiro, os seus preocupados patrões, após vê-la sendo confortada pela polícia, disseram apenas “cadê nosso dinheiro? ”.  Essa pergunta, fez Maria repensar até mesmo na sua existência. O que ela fazia ali, trabalhando para alienígenas, sim, alienígenas, que ao verem Maria passar pela cena deplorável de um assalto e outros funcionários serem amarrados como animais, de forma humilhante, a única e vital preocupação era mais para com o dinheiro que foi levado à guardiã que com tanta devoção o protegia.

Mas, no final das contas, após tantos anos destinados aquele infortúnio, Maria não aguentou ou melhor, seu corpo e mente não suportaram mais o estresse e as ansiedades e por fim sucumbiram em cima de uma cama do manicômio da cidade. E naquele local, todos seus 15 anos de tortura empresarial serviram apenas para pagar os aparelhos que a mantinham viva, porém louca. Os filhos, ao verem a mãe naquele estágio, sentiram uma comiseração inenarrável. O marido, não aguentando ver a sua amada esposa sendo tratada como uma criança triste e doente, precisando de cuidados especiais, cometeu suicídio.

E Maria, nos raros momentos de lucidez que tinha, chorava em sua cama, arrependida de toda uma vida que ela poderia ter tido, mas em vez disso, havia entregado a pessoas que por vezes nem se importavam com ela, só queriam explorar sua mão de obra barata e competente. E enquanto ela passava seus dias definhando naquela cama fria, sendo diagnosticada como louca, seus amistosos patrões, curtiam um fim de semana em Burj Khalifa. Afinal, esse é o mundo capitalista, alguém tem que ganhar e outro tem que perder, mas isso, cabe a cada um escolher. Como vai usar a sua vida e suas aptidões é algo que deve ser levado em consideração, pois na verdade, quanto vale uma vida?

 

Priscila Quézia Azevedo

Conto: Amigo às avessas

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Eu não sei porque eles faziam isso com o garoto, afinal de contas, ele era igual a todos nós. Não tinha nenhuma asa ou algum tipo de cauda como a de um réptil e nem tampouco fazia sons estranhos quando andava ou falava. Mesmo assim, aquele garoto era o bode expiatório da turma.

– Ai como ele é esquisito!
– Por que você acha isso?
– Ah, porque todo mundo diz!
Essas eram as minhas conversas com as pessoas que julgavam sem demais motivos aquele pobre menino. Ele não tinha amigos, porque ninguém queria ficar perto do “esquisitinho do oitavo B”. Eu achava que não tinha nada contra ele, pois nunca tínhamos nos confrontado. Até que um dia, enquanto eu estava no intervalo, ele se aproximou de mim.
– Oi.
– Oi. – Falei arregalando os olhos ao vê-lo na minha frente.
– Que livro é esse que você está lendo?
– Ah, só um livro que meu professor do curso passou.
– Hum, eu sei como é, onde você faz o curso?
Enquanto eu continuava a tímida conversa com ele, me sentia estranha e olhava de um lado para outro tentando ver se não tinha nenhum conhecido por perto, pois embora eu tenha gostado de falar com ele, não queria que pensassem que ele era meu amigo. Os dias iam passando normalmente e a cada vez, “o estranho garoto do oitavo B” ia se tornando uma espécie de amigo para mim. Eu via as outras crianças dizerem coisas com ele, como numa vez onde ele foi elogiar uma garota e ela simplesmente disse para ele “sumir da galáxia”. Em outra, uns garotos se juntaram para bater nele. E eu ouvi eles programando todo o plano, seria depois da aula, esperariam todos saírem da sala e como ele sempre era o último, seria perfeito. E assim aconteceu. Lembro que no dia, fiquei esperando escondida atrás de uma árvore em frente ao colégio e vi quando a gangue mirim saiu e alguns minutos depois o garoto. Estava com os lábios sangrando e escorria o sangue pela sua boca. Ele chorava, meu Deus, como ele chorava. Depois daquele dia, comecei a me sentir tão mal, que só o fato de ir para a escola e encarar tudo aquilo como se fosse normal, era uma tortura. (mais…)

A menina que sonhava em aprender a ler – Parte II

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– Bom, todos nós construímos sonhos ao decorrer da vida, mas na maioria das vezes conseguimos concretizar apenas alguns deles. Mesmo assim, isso não quer dizer que devemos desistir, porque um dia, com educação e leitura, podemos alcançá-los. – Respondeu a professora ao aluno.
– Mas como a senhora tem certeza disso?
A professora deu um sorriso bobo diante da pergunta, então falou:
– Porque um dia, eu conheci uma menina que tinha um sonho de aprender a ler. E ela acreditava que a leitura podia libertá-la do mundo triste e sem esperanças que vivia. Mas por ser pobre, a menina não podia frequentar a escola e por isso não sabia ler.
– Coitadinha professora! Mas aí, ninguém ensinou a ela? – Perguntou comovida Lílian.
Nessa hora, a professora parou e observou a reação dos alunos. Seus rostos estavam tristes e preocupados, então ela os indagou:
– E o que vocês acham crianças, ela merecia ter uma chance de aprender a ler?

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Quem é você, Alasca?

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   Literatura Internacional- Romances/ 336 páginas/ Editora: Intrínseca
Bom, como estou em dívida com as postagens, aqui vai uma resenha sobre um dos sucessos do John Green que em breve, segundo as fontes do autor, terá também sua produção cinematográfica! Segundo o autor, ele gostaria de ter no elenco do futuro filme a cantora Taylor Swift, mesmo não sendo ele o responsável pela escolha do elenco do filme, afirma que ela tem de está presente mesmo não interpretando a protagonista. E então, essa ideia é apoiada pelos fãs do autor e da cantora? Vamos ver!

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A menina que sonhava em aprender a ler – Parte I

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Em uma rua sem número, morava uma menina sem nome, cujo desejo era aprender a ler. Pois desde pequena ouvira que a leitura pode transportar as pessoas para um novo mundo, longe da realidade, e ela precisava disso.
Dividia uma pequena casa de dois cômodos com sua mãe e mais cinco irmãos. Nunca pode ir à escola, visto desde pequena ser obrigada a trabalhar para ajudar no sustento. Assim como a filha, a mãe não tinha nenhum estudo e por isso achava não ser algo importante.
– Vá menina! E é bom não voltar sem trocados! -Ordenava sua mãe toda manhã.
– Sim, mamãe. – Respondia obediente a filha.
E assim seguia a menina sem nome, por caminhos estreitos e sujos,  a fim de encontrar algo novo que lhe desse esperança. Trabalhava varrendo o chão de uma lanchonete em frente à uma escola. E todo dia ela imaginava como poderia ser aquele lugar.
– Ei menina, me traga guardanapos! – Falava um professor que toda tarde tomava café ali.
– Aqui.
– O que você está olhando? -Retrucou ele ao perceber que a menina olhava atenta para os papeis sobre a mesa.
Ela apenas abaixava a sua cabeça.
– Sabe o que é isto?
– Não, não senhor. Eu não sei ler.
– Sorte a sua! Não precisa corrigir essas benditas provas.
– Me ensina. – Clamou a menina.
– O que, a ler? – Deu uma risada irônica diante do pedido. -Não tenho tempo, se quiser uma aula particular, cobro 50 reais.
Mesmo diante da resposta, a menina não desanimou e trabalhou incansavelmente dia e noite por três meses, até que conseguiu juntar a quantia exata. E numa bela tarde, estendeu a mão e disse:
– Me ensine a ler.
O professor, ao ver o dinheiro em sua frente, não conteve as lágrimas e deu um abraço na menina. Porque ela, sem a menor instrução e de poucos meios era uma aluna com sede de conhecimento. Então, ele se propôs a ensinar tudo o que sabia para a menina.
Depois de duas semanas, a menina fez uma descoberta incrível. Pegou os papeis velhos que sua mãe mantinha guardado e leu em alto e bom tom:
– Meu nome é Laura. Nasci em 28 de novembro de 2001. – pronunciou a frase inicial da sua certidão de nascimento.
E depois leu o nome de sua mãe e irmãos. Saiu correndo de casa e parou em frente a placa da sua rua.
– Rua José Emanuel,301.
A menina que antes estava presa em um mundo triste e injusto, agora podia enxergar um novo dia, um mundo novo que podia chamar de seu,porque a leitura abriu a sua mente e desde então, a menina nunca mais parou de ler.

 

Priscila Quézia Azevedo

Resenha: Pais brilhantes e professores fascinantes

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    Autoajuda/ 176 páginas/ Editora Sextante

Só de olhar para o título desse livro já me chamou a atenção. Pois gosto de tudo que me forneça um novo conhecimento, aprendizado. E mesmo sendo uma jovem ainda, me preocupa o fato de observar tanto crianças como adolescentes cada vez mais alienados e sem objetivo. E tenho vontade de ajudá-los, mas não posso, pelo menos não totalmente, pois isto é dever para um educador, seja ele pai ou professor. Até porque, estes são verdadeiros mestres da vida, sabem mais do que eu como lidar com essas situações, ou pelo menos, deveriam saber.
O livro do senhor Cury ( que é além de doutor em psicanálise, escritor, professor e pai) tem muito a ensinar aos bons pais e aos bons professores. O livro cita os sete hábitos dos bons pais e dos pais brilhantes e também faz isso com os professores. Só para citar um a título de exemplo é o 3° hábito: “Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar”. Essa instrução explica como os pais podem ensinar os filhos sem dar aquelas broncas exageradas, onde incita o filho a ficar mais chateado, fazendo com que ele não raciocine sobre seu mau comportamento. Se os pais ensinarem eles a pensar no que fizeram, os filhos entenderão o porquê da bronca e aprenderão a não fazer mais aquilo.
E já falando dos professores, o 7º hábito: ” Bons professores educam para uma profissão, professores fascinantes educam para a vida”. Neste, ele mostra como os professores por meio de suas experiências e comportamento podem ensinar os jovens a lidar com a vida e seus conflitos e além de incentivá-los a estabelecer metas. Eles transformam o destino de seus alunos e consequentemente estes, mudarão o futuro aonde quer que se encontrem.
Enfim, esse livro é espetacular, pois além desses 14 hábitos, ele trás uma solução e ajuda e técnicas de ensino que já mostraram a sua eficácia. A mensagem clara do livro é para os pais e professores não desistirem de seu trabalho, porque sem eles, os adultos de amanhã se tornarão  problemáticos e quase sem solução. Eu super recomendo a todos, independentemente de ser pai ou professor, a fazer a leitura deste maravilhoso livro.

70 Anos após o Holocausto

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Quem não lembra da guerra que chocou o mundo? Sem dúvida, a Segunda Grande Guerra Mundial foi muito mais violenta e desumana do que a primeira, acarretando com ela consequências para seus sobreviventes até os nossos dias. A guerra não se importou se as vítimas eram crianças ou jovens, mulheres ou idosos, ela foi cruel e mostrou ao mundo até que ponto chega a maldade do ser humano.
E muitos desses sobreviventes do Holocausto, hoje revelam suas experiências nos campos de concentração de judeus. E uma dessas histórias é da jovem Anne Frank, que junto com sua família e mais algumas pessoas lutou até a morte para não serem descobertos e poder sobreviver. Mas infelizmente, embora não se tenha certeza de quem foi, o esconderijo da família Frank foi descoberto e todos ali foram levados presos.
Durante o tempo que teve de passar no anexo secreto, Anne descreveu a rotina que levava e as mudanças que aconteciam com todos, e ela mesmo naquela atmosfera conturbada. Imagine como foi difícil para uma jovem que tinha uma vida alegre e despreocupada de uma hora para outra ter de mudar rapidamente de casa, não ver mais seus amigos e outros familiares e deixar de ir à escola. Fora os questionamentos que Anne teve de passar enquanto enfrentava sua adolescência de forma privada. Além do fato de ter de conviver com pessoas que ela mal conhecia e dividir tudo com elas. Desafiador não acha?
Mas, durante a narrativa de seu diário, vemos o quanto ela amadureceu e os conselhos que conseguiu dar a si mesma como forma de consolo. É como dizem, “a necessidade obriga”. Todos ali, aquelas 8 pessoas tiveram de superar as diferenças e o viver com menos para sobreviverem. Afinal, todos ali eram bem sucedidos e tinham até que uma vida agradável com regalias. Não foi fácil para ninguém.
Quem já leu o livro, sabe que é emocionante, em especial saber que o desejo de Anne era poder viver novamente e contemplar o que Deus tem feito de mais bonito no mundo que despercebido por muitos, a natureza; e ver que ela não pode concretizar seu pequeno, mas lindo desejo por conta de seres humanos desprezíveis que agiam com preconceito quanto aos seus semelhantes.
Faz 70 anos que isso ocorreu, mas está na nossa cabeça todas as sequelas desse período trágico na história humana. Relatos como esses nos ensinam a dizer não a violência e não a discriminação.
Já chega de guerras mesquinhas!
Se você ainda não leu, recomendo que leia o Diário de Anne Frank e se emocione com as palavras de uma escritora que não teve a oportunidade de enxergar um mundo melhor, mas que acreditava que isso era possível. Hoje, isso depende apenas de nossas escolhas e atitudes.

Quanto tempo você dedica a leitura?

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 Baseado na imagem acima, fiz meu trabalho de Português. Cujo objetivo era tirar uma foto que levasse o público a fazer alguma reflexão sobre a imagem apresentada. Pois bem, essa foi a minha. Talvez você, caro(a) leitor (a), esteja se perguntando o porquê escolhi montar essa imagem. Como bem sabemos, o mundo vem se modificando a cada dia, digo isso tanto por aspectos físicos como tecnológicos; ferramentas que eram consideradas as melhores em seu tempo ou as mais evoluídas, hoje talvez sejam apenas lixo ou algo sem valor. Os livros por sua vez, você talvez diga, ‘nunca perdem o seu valor’. Será?

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