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{Conto} Como salvar uma vida

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Como salvar uma vida

O vizinho de Luís era um senhor que não gostava de crianças. Ele dizia: “crianças só servem para atrapalhar os adultos! ” Mas Luís não conseguia acreditar como um senhor poderia ser tão mal-educado e resmungão. Mesmo assim, todos os dias no seu caminho para a escola, Luís passava em frente à casa do senhor Fernandez, o homem anticrianças.

– Bom dia, senhor Fernandez! – Dizia Luís todos os dias.

– Saia daqui moleque! – Retrucava o velho. (mais…)

{Conto} Alice nas Terras Esquecidas

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Alice estava na estação nove, plataforma 15, esperando o próximo trem. Ela olhava para as pessoas a sua volta, mas não as entendiam. Pareciam fazer as mesmas coisas, dia após dia. Levantou-se e foi até uma daquelas máquinas que vendem saquinhos de pipoca e comprou uma pipoca caramelizada.

Voltou até o banco da plataforma 15 e puxou da mochila um livro. Era sua história favorita: Alice no Reino dos Forrúcios. Ganhara da avó quando tinha sete anos. Ela amava aquela história porque, primeiro, a protagonista tinha o seu mesmo nome e segundo, o mundo de Alice, era um mundo mágico, onde as pessoas podiam ser quem quisessem ser e onde mistério e fantasia se entrelaçavam.

“Alice vira um ser estranho caminhando pelo bosque, ele era pequeno e ligeiro.

– Ei, volte aqui com as minhas maçãs douradas! – Gritava Alice atrás da criaturinha. “

Quando Alice terminara de ler aquela frase, um homem de estatura mediana, sentado ao seu lado na cadeira, levantou e furtou seu saco de pipocas caramelizadas.

– Volte aqui com a minha pipoca! – Saiu atrás do homem, mas foi em vão.

Ela olhou ao redor e as pessoas a encaravam como se ela fosse uma maluca. De repente, começou a ouvir sons do outro lado da parede onde parara. Eram de violoncelos. Alice reconhecia o som dos instrumentos pois fazia parte de uma orquestra. Colocou a cabeça na parede e começou a ouvir de perto, porém ainda abafado, o som da melodia. Fechou os olhos e ficou ali, como uma maluca, no meio da estação lotada.

Seu trem chegou e ela não embarcou, só ouvia a correria das pessoas irem e virem, “será que elas não podiam ouvir aquele som maravilhoso? ” Perguntava-se Alice, ainda com o ouvido rente da parede e olhos bem fechados. (mais…)

Tag# Experiências Literárias: Meu Herói

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Decidi compartilhar uma pequena homenagem que fiz há algum tempo para uma das pessoas mais importantes da minha vida, que contribuiu e muito para o meu desenvolvimento literário e humano, então, sinta-se agradecido por meio desse texto em dizer um Muito Obrigada do seu jeito, para aquela pessoa que sempre contribuiu positivamente para o seu crescimento na vida… confiram abaixo!

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{Conto} Um amor de infância

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Eu não lembro, não, na verdade eu lembro muito bem. Eu estava na sexta série e ele também. Éramos até da mesma turma, coincidência não? Lembro de um rosto, um corte de cabelo, uma piada, um garoto.

Calma, esse não é mais um romance clichê! Eu repetia isso na minha mente toda vez que essa lembrança invadia meus pensamentos. Não sei porque eu lembrara dele. Nossa última conversa havia sido em anos. Mas a sua risada, seus desenhos, eram vivos na minha memória.

Ninguém levava ele a sério, achavam que ele tinha problemas. Por que então eu decidi ser amiga dele? Pelo mesmo motivo de ter os amigos que tenho hoje: gosto de pessoas peculiares, aquelas que não se encaixam, que voam abaixo do radar, mas quando menos se espera, elas nos impressionam com sua grandeza. (mais…)

{Conto} Quem é você, de verdade?

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 Nós seres humanos somos tão imperfeitos, tão insignificantes, mas mesmo assim, não deixamos de julgar as outras pessoas. E muitas vezes, esse julgamento ocorre de maneira bastante precipitada. . .

 

Ana, é o nome da nossa garota. Ela morava no interior de uma grande cidade, nunca havia entrado se quer, em um ônibus; até ser obrigada a isso para ir à “cidade grande”. Os pais da garota, gente muito simples, não tinham estudos, mas queriam dar para Ana uma vida melhor, por isso a mandaram para estudar na capital.

Eles estavam temerosos, mas como a menina era considerada uma boa filha, comportada, obediente e que tinha suas convicções religiosas, isso os tranquilizava. (mais…)

Conto: A escolha

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– Alice, não vá muito longe!

Minha mãe sempre pedia isso quando eu ia andar de bicicleta.  E eu sempre a obedeci, pedalava pelo quarteirão e ia até perto da ponte a qual fazia divisa entre os dois distritos da cidade.

E foi em uma dessas tardes, com o céu alaranjado, que o conheci. Era um menino magrinho, dos cabelos espichados em sua bicicleta marcada por arranhões na pintura.

Nos falávamos pouco, mas desde o primeiro dia que nossas rodas se encontraram, pedalávamos todos os dias ali, eu do meu lado da ponte e ele do outro. 

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